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Eu
quero ser... pequeno! Pra quem já passou dos vinte ou trinta e sente
uma baita saudade dos anos 80, dá um vontadinha de seguir o caminho
inverso de Josh Baskin: desejar ser pequeno e voltar à infância
(ou adolescência, pode escolher). Mas o menino interpretado por Tom
Hanks demorou o filme todo para perceber que legal mesmo é ser criança.
E melhor aproveitar, porque os 12 anos não voltam mais. Ou voltam?Zoltar diz: “Seu desejo foi atendido” Depois de ser desprezado pela menina mais linda da escola - que tinha uns 30 cm a mais do que ele - e perceber que era pequeno demais para andar na montanha russa, Josh se revolta, e sai chutando o chão. Daí ele faz um pedido para uma máquina esquisita num parque de diversões: “quero ser grande”. Na hora, nada acontece. Mas no dia seguinte ele acorda com pernas enormes, e... epa! Eu sou um adulto?! Depois de um tempinho examinando a nova cara no espelho, ele se toca: ops! O que a minha mãe vai achar disso? E o melhor é fugir de casa, com a roupa (do pai) do corpo.
Ajudado pelo amigo Billy, ele se muda para Nova York, e passa a viver como
gente grande. Aluga um quarto num hotel sujo e sinistro, e arranja um emprego
no escritório de uma fábrica de brinquedos – afinal,
qualquer criança consegue digitar dados em um computador. Um dia,
passeando pela loja de brinquedos (uma loja gigantesca, em que dá
para brincar com tudo), quem ele encontra? O chefe, que se interessa pelo
jeito, ahn... descontraído do rapaz de processamento de dados (ele
estava jogado no chão se fingindo de morto, numa brincadeira de mocinho
e bandido com outro garoto). Papo vai, papo vem... é então que os dois brincam na cena mais famosa do filme: o piano. E o talento para a diversão rende a Josh o emprego dos sonhos de qualquer menino e de muitos adultos: vice-presidente de desenvolvimento.Vulgo testar brinquedos e dizer o que acha. “E eles te pagam pra isso?”, pergunta Billy, “Bobões!”. Com o emprego dos sonhos, Josh pode ter a casa dos sonh... Epa! Isso merece um texto à parte (veja abaixo). Mas na pele de adulto, o menino não consegue continuar um menino. Ele acaba arrumando uma namorada, e a partir daí vai deixando a infância e as brincadeiras para trás. Troca as roupas engraçadas (como as camisas com carrinhos e transformers) por um monte de ternos cor-de-homem. Fica trabalhando até tarde e até briga com o Billy, o melhor amigo. “Quem você pensa que é? (...) Eu sou três meses mais velho que você!”, diz o menino ruivinho. Até que sente saudade, e decide que é hora de voltar pra casa. Já não era sem tempo, porque a mãe dele estava desesperada, pensando que o filho tinha sido seqüestrado. A cara dele apareceu até em caixinhas de leite. Tom Hanks (novinho e magrinho, bem diferente do astro de hoje) está ótimo como o menino-grande. Para convencer como um garoto, grande parte das cenas foi feita antes com o ator que interpreta o Josh quando criança. Depois, Hanks imitava a atuação do menino. E a técnica funciona muito bem, como na limusine, quando Josh fica fuçando em todos os recursos do carro enquanto Susan (a namorada) quer ter um papo sério sobre “estar vulnerável”. Se eu estivesse na pela da moça, daria vontade de gritar: "pára de molecagem e presta atenção em mim!". Ele come milho em conserva como se fosse uma espiga (no estilo máquina de escrever) e anda rápido e desajeitado como um menino. O papel havia sido oferecido para Robert de Niro e Jeff Bridges, que recusaram (ainda bem! dá para imaginar um dos dois no filme? Não, não dá.) Bom, melhor pro Tom Hanks, que foi indicado ao Oscar de melhor ator e ganhou um Globo de Ouro pelo papel. |
Coisas muito legais da casa de Josh Baskin
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