Lembranšas
Mascotes dos anos 80

As mascotes são recursos criativos usados nas propagandas publicitárias capazes de atrair a atenção das pessoas em todas as faixas etárias. Os publicitários descobriram que os produtos deveriam ser associados a imagens e experiências agradáveis e as “mascotes” são excelentes aliados envolvendo as pessoas em um universo lúdico.

O principal objetivo das mascotes é justamente dar ao produto um rosto ao fabricante, e para isso é fundamental associar a mascote ao produto que ela representa, ela é responsável por estreitara relação da empresa com o público, e para que o cliente conheça a conduta da empresa de um modo mais simpático e acessível.

Não se sabe ao certo quando foram introduzidas as primeiras mascotes junto às propagandas publicitárias, mas de uma coisa podemos ter certeza é que podem se passar várias décadas, mas, uma mascote bem feita se torna imortal, a grande maioria das pessoas ainda se lembram de propagandas, jingles e mascotes publicitários que viram na infância, muitos de nós só de ver uma mascote já sabe a marca que ele representava mesmo que esta marca já tenha sido extinta.

Vamos recordar aqui de alguns das mascotes que fizeram parte da vida de quem já passou dos 30 anos.

Os Coelhos Mascotes das Pilhas Energizer e Duracell: Estes não só transmitem os valores das marcas como representam o principal beneficio do produto que é a duração das pilhas. O coelho da Energizer foi introduzido no mercado em 1989, já o da Duracell estrelava em comerciais europeus desde 1974.

O Frango da Sadia (Lequetreque) – Foi criado em 1971 para apoiar a publicidade a diversos produtos da Sadia, mas o produto que ele primeiro representou foi a linha de frangos defumados que ia da geladeira a mesa em questão de minutos, e para isso foi criado o “franguinho ágil” justamente para dar a idéia de rapidez no preparo do prato.

Ele deixou de ser utilizado durante um tempo, mas, em 1983 voltou com tudo nas campanhas com uma grande sacada de marketing que foi de dar a responsabilidade ao publico de dar um nome ao tão carismático frango. Após muitas horas de julgamento o “franguinho” finalmente foi batizado de “Lequetreque”.

A imagem lúdica do frango tomando banho e depois indo à mesa dos consumidores ficou gravada na memória de muita gente e até hoje ainda podemos ver o tão simpático “Lequetreque” estrelando vários comerciais.

O Bocão da Gelatina Royal – “Abra a boca, é Royal” difícil não ler esta frase sem cantar igualzinho como passava no comercial de TV (rsrsrs), A mascote “Bocão” que era um boneco em forma de gelatina vermelha que tinha uma boca enorme entrou para a equipe da Royal em 1989 para atingir o publico alvo infantil associando alimentação com diversão, aumentando assim o consumo do produto entre as crianças.

A Menininha Nhac da Margarina Claybom -a menininha Nhac estampava as propagandas da margarina Claybom em 1988, no comercial ela surgia falando que a margarina estava mais cremosa e no final da propaganda ela abria uma boca gigantesca e dava uma bela mordida no pão com margarina fazendo o famoso barulhinho “Nhac” que deu origem ao seu nome.


A Galinha Azul da Maggi – A Nestlé pensando em popularizar ainda mais sua linha de caldos de galinha lançou no mercado à famosa “Galinha Azul da Maggi”. A galinha era azul justamente para lembrar aos consumidores de que ela vinha de uma linhagem nobre, dando origem ao slogan “O caldo nobre da galinha azul” e isso se transformou em um dos maiores impactos e sucesso da comunicação brasileira.

 

Esta galinha deu origem a diversas ações promocionais com distribuições de prêmios em programas da TV brasileira, no programa do Gugu foi lançada uma dança intitulada “A dança da galinha azul” e isso se transformou em um bloco carnavalesco tamanho foi a repercussão da dança, fora isso as crianças dos anos 80 praticamente obrigavam os pais a comprarem nos mercados o caldo de galinha da Maggi somente por que vinha como brinde um brinquedinho que era a galinha azul que cheia de ovinhos dentro e quando apertada contra uma superfície ela botava ovinhos.

Estes foram alguns exemplos de mascotes que literalmente grudaram junto com seus jingles em nossas cabeças e até hoje nos lembramos com muita nostalgia.

 

 

 

Nanda Ramona