Notorious
Depeche Mode – 101

 


Antes de começar a falar sobre os detalhes do o álbum 101 do Depeche Mode, recomendo para qualquer um que gosta dessa Banda, ter este álbum. No final dos anos 80 chegou a ser considerado um item quase que obrigatório para os fãs.

No dia 18 de junho de 1988, a rádio KROQ FM comemorava 10 anos e foi feito um show para uma das Bandas que mais tocavam nessa emissora, Depeche Mode.

Realizado no estádio Rose Bowl em Pasadena – California e considerado também “ A Concert for the Masses” devido ao álbum Music for the Masses e um dos idealizadores para o nome “101” – Alan Wilder, é relacionado ao 101º show da Banda. Na realidade, considerado um dos shows mais importantes, quiçá o mais importante do Depeche Mode.

O álbum duplo foi lançado em março de 1989 com as gravações deste show do dia 18 de junho de 1988. Além de ter sido lançado o documentário em vídeo do “101” que teve fama internacional além de sua qualidade, a forma como foi feito em uma espécie de reality show de fãs que acompanhavam a Banda até o local do show.

Um documentário que foi base para muitos outros documentários de outras Bandas. Se você não assistiu este documentário, assista! Tenho ele até no meu celular e sempre assisto.

FICHA

"Depeche Mode – 101"
Data de Lançamento:
1989
Número de Faixas:17
Estilo: Synthpop
Tempo Aproximado: 71 minutos

Faixa-a-Faixa:

Lado A
01. Pimpf - 0:53
02. Behind The Wheel - 5:41
03. Strangelove - 4:42
04. Something To Do - 3:45
05. Blasphemous Rumours - 5:06

Lado B
01. Stripped - 6:16
02. Somebody - 4:27
03. Things You Said - 4:09
04. Black Celebration - 4:33

Lado C

01. Shake The Disease - 4:57
02. Pleasure Little Treasure - 4:35
03. People Are People - 4:54
04. A Question Of Time - 4:09

Lado D
01. Never Let Me Down Again - 6:22
02. Master And Servant - 4:24
03. Just Can't Get Enough - 4:01
04. Everything Counts - 6:07


Arte da Capa – Anton Corbijn, Paul West
Engenheiro – Alan Moulder
Fotografia – Anton Corbijn
Produtor – Depeche Mode
Gravado por – Randy Ezratty, Billy Yodelman, John Harris, Mark Shane
Escrito por – Martin Gore e Vicen Clarke


Gravadora: MUTE
Gravado ao vivo no Estádio Rose Bowl em Pasadena - California - 18/06/1988

Ao invés de eu citar música por música como em outros álbuns do Depeche Mode, irei citar (na sequência do álbum) de uma forma diferente. Por ser ao vivo, comentarei como se estivéssemos no show dentro do Rose Bowl. Então....vai começar o show.... como já dizia Goulart de Andrade: “Vem comigo!”

Estádio extremamente lotado e começa a entrada com a música “Pimpf” causando aquela emoção de uma verdadeira abertura de show.

Duas grandes batidas e vem “Behind the Whell”, gritos e pulos da multidão se misturam com os sintetizadores da Banda.

Termina “Behind the Whell” e Gahan grita: "Good evening, Pasadena!" E lá vem pedrada com “Strangelove” para o delírio da platéia.

 


Estádio Rose Bowl - 18 de junho de 1988

Após “Sacred”, vem “Something to Do”

Gritos, pessoas passando mal, teenagers desmaiando e muitas pessoas chorando de emoção com “Blasphemous Rumours”, talvez este tenha sido um dos melhores momentos do show.

Vem “Stripped” e mesmo não sendo uma das músicas mais conhecidas com álbum “Music for the Masses”, a galera continua inquieta.

Parou tudo….silêncio…entra Martin Gore no palco com luzes roxas e laranjas no palco e começa a cantar “Somebody”.

Se não bastasse a emoção em “Somebody”, Gore vai de “Things You Said” na sequência para a emoção de todos.

Alan Wilder começa nos teclados junto com Fletcher e vem uma das músicas mais esperadas do show por ter sido um grande sucesso lá fora: “Black Celebration”, simplesmente sensacional. Além de Alan Wilder no backing vocal.


Capa do single - Blasphemous Rumours

Quem diria, o tímido Fletcher começa a dançar no palco junto com Gahan e vem “Shake the Disease”.

O palco volta a ter sua iluminação toda na cor azul e vem “Nothing”, o público continua a pular independente da música, já estamos com praticamente uma hora de show.

Várias batidas de “grave” nas caixas, a galera batendo palmas e vem uma música que gosto muito: “Pleasure, Little Treasure”. Uma fã invade o palco e vai pra cima do Gahan, ele dá um “Olé” e rapidamente é contida por um segurança.

Com um verdadeiro show de luzes (parte citada também no documentário sobre a iluminação), começa “People are People”. O público parece que não cansa, todos não param de cantar e dançar.

E vem “A Question of Time”, nesse momento as pessoas já percebem que o show está por terminar e aí é que começam a agitar mais.


Capa do single - Never Let Me Down

Uma pausa de alguns segundos e começa de forma tímida “Never Let Me Down Again”, onde do nada a galera começa a agitar mais e Gahan entra na brincadeira com as pessoas em levantar as mãos no ritmo da música, depois para a alegria da mulherada ele joga a camisa dele na pista. Vale lembrar que isso é feito até nos dias de hoje nos shows do Depeche Mode. Chega no final da música e a platéia começa a acenar com as mãos no ritmo da música.

Destaque para “Never Let Me Down Again” por ser uma das músicas mais marcantes e o público a interagir nos shows do Depeche.

Momento de descanso para todos cantarem juntos “A Question of Lust”. Essa música é daquelas que é difícil você dizer se prefere a versão original ou ao vivo, simplesmente fantástica!

E o show está chegando ao fim infelizmente, mas enquanto isso, vamos de “Master and Servant”. Alan Wilder e Martin Gore fazem batidas nos mais diversos instrumentos, pedaços de ferro, entre outras coisas. Apesar de ser uma música bem agitada, estranhamente o público não agitou muito nessa música comparada as outras.

Tirando as reboladas ridículas de Gahan, começa "I Just Can`t Get Enough". Uma música contagiante que mostra que a galera no show ainda tem gás para agitar.


Capa do single - Everything Counts

E para fechar com chave de ouro vem "Everything Counts" que entrou para a história do Depeche Mode, sendo considerada uma das melhores versões ao vivo em todos os seus shows até os dias de hoje. Todos estavam de pé, acredito que até a tiazinha da faxina, o cara do guichê, os seguranças e a vizinhança, tenha pelo menos balançado a cabeça e agitar os pés com essa música que marcou definitivamente a história do Depeche Mode no Estádio Rose Bowl em Pasadena – California.

Todos cantaram e deram continuidade no final da música como um verdadeiro hino de uma nação de pessoas que viveram em uma das melhores décadas na história da música.

O show 101 foi sem sombra de dúvida o melhor show do Depeche Mode ao longo de toda a sua carreira, um álbum que sem sombra de dúvidas você deve ter em sua coleção se admira esta Banda.


Curiosidades:

O show 101 do Depeche Mode contou com a abertura de Thomas Dolby e O.M.D. Preciso falar mais alguma coisa…. ;)

A versão em CD e em Fita K-7 inclui Sacred, Nothing e A Question of Lust


Nada mais, nada menos que o ingresso do show! ;)

 

 

 

 

 



 

Vanderlei Schiavolin