Notorious
Depeche Mode - Some Great Reward

 


Capa do Vinil Autografada

O álbum Some Great Reward do Depeche Mode que mesmo tendo sua fama de banda Synthpop, esbanja um estilo industrial em boa parte de suas faixas.

Tudo já começa na própria capa em que a maioria das pessoas comenta em primeiro plano um casal de noivos e que realmente isso ficou bem conhecido inclusive no Brasil, nos anos 80 quando emprestávamos os discos de vinil entre amigos para gravarmos nossos álbuns mais queridos em fitas K-7, muitas vezes essas palavras foram ditas: “Você tem o disco do Depeche com os noivos na capa”?


Disco de Platina

Todavia temos ao fundo desta capa uma indústria em um cenário frio e desolado, lembrando também que dentro do álbum aquela outra capa com as letras das músicas com vários desenhos ao estilo Auto CAD de peças industriais.

Muitas músicas do álbum Some Great Reward vem dos famosos sons experimentais em que o Depeche Mode fazia não só com efeitos de instrumentos musicais básicos, mas batidas de metal, sinos, panelas, pancadas com pedaço de cano e muito mais.

Não é nenhuma mentira em dizer que esse álbum foi alvo de diversas críticas na época e até nos dias de hoje, algumas positivas com as composições de Martin Gore, os efeitos eletrônicos e batidas musicais, as letras que muitas vezes abordam relacionamentos, políticas, sexo e religião. Talvez por essa abordagem também existissem críticas negativas em algumas revistas e de pessoas que comentam sobre música.

O álbum em sua época de lançamento simplesmente estourou de sucesso no Reino Unido, além do hit “People Are People” que ficou entre os TOP 20 nos EUA.

FICHA

"Depeche Mode - Some Great Reward"
Data de Lançamento:
1984
Número de Faixas: 09
Estilo: Synth Pop
Tempo Aproximado: 40 minutos

Faixa-a-Faixa:

01. Something To Do - 3:45
02. Lie To Me - 5:04
03. People Are People - 3:52
04. It Doesn't Matter - 4:45
05. Stories Of Old - 3:12
06. Somebody - 4:26
07. Master And Servant - 4:13
08. If You Want - 4:40
09. Blasphemous Rumours - 6:21


Design: D.A. Jones, Marcx e M. Atkins
Engenheiros: Ben Ward, Colin McMahon e Stefi Marcus
Fotografia: Brian Griffin
Produção: Daniel Miller, Depeche Mode e Gareth Jones

Gravadora: MUTE Records

Faixa a Faixa

1- Something to Do - A primeira do álbum já começa com seus efeitos e uma música agitada apesar de uma letra mais sombria e que comenta o clima inglês e industrial de uma céu cinza e onde ele pode sentir a depressão cantando para uma “garotinha”.

2 - Lie o Me - Para os adoradores de um teclado e que nos anos 80 curtiam músicas em formato .MIDI, essa composição é um prato cheio! A letra é sensacional que fala sobre mentiras, formas de expressar o amor e que palavras muitas vezes não significam nada e sim as atitudes. Por outro lado algo mais superficial de se relacionar que infelizmente usam apenas palavras, mas o outro lado sabe disso. Resumindo...ao estilo: “Você acha que me engana e eu finjo que acredito”.

3 - People Are People - Está aí um grande Hit de sucesso dessa banda que abalou o Universo que se chama Depeche Mode. People are People, começa de forma espetacular ao som de sinos e metais batendo, no clipe se pode ver a sincronia dos sons e sua letra que é um verdadeiro “pedala” contra a discriminação social, o racismo e sobre as Guerras.

Inclusive o navio em que partes aparece no clipe é o HMS Belfast, um navio-museu da Marinha Real Britânica aposentado e ancorado permanentemente nas margens do Tâmisa, em Londres desde 1971 pelo Imperial War Museum. Batizado em homenagem a cidade de Belfast, capital da Irlanda do Norte, o HMS Belfast desempenhou um papel único durante a Segunda Guerra Mundial e décadas depois prestou apoio à ONU no desenrolar da Guerra da Coréia.

4 - It Doesn’t Matter - Não é porque sou um grande admirador de Depeche Mode que irei sempre elogiar suas músicas, confesso que essa é uma música que não gosto, mas entramos no comentário anterior de cada um ter a sua opinião e óbvio que as pessoas tem o direito de discordar. Acho uma música com uma letra sem sal e sem açúcar que mais vale para treinar nos teclados.

5 - Stories of Old - Essa música ao contrário da outra é sensacional em sua letra que mesmo com todo o romantismo, a pessoa é sincera e assume que mesmo por estar apaixonado não irá se sacrificar tudo por amor, uma letra muito legal que mostra na minha opinião a forma correta, de ser você mesmo!

6 - Somebody - Está aí uma das prediletas das mulheres de bom gosto que curtem Depeche Mode, onde mostra que Depeche não se resume somente a Strange Love e Enjoy the Silence, tão pouco só com o Gahan rebolando ao delírio do publico feminino.
Prova disso por A+B é que Martin Gore é quem canta essa música, com uma letra um pouco de arranjo melancólico e que arranca os suspiros daqueles mais apaixonados, uma letra que prefiro que poderia aqui deixar várias linhas e parágrafos de opiniões, mas deixo isso de lado e acho que a maioria de nossos avós e bisavós, sem trocadilho...tiram essa música “de letra”, época deles em que o amor era algo bem mais interessante e verdadeiro.


Disco de Ouro

7 - Master and Servant - Antes de mais nada há controvérsias em relação ao significado desta música, alguns assemelham ao jogo de sado-masooquismo, outros simplesmente com um jogo de brincadeira de criança ao estilo “siga o chefe”, seja como for, essa música é ótima e possui um single com versões bem interessantes. Depeche Mode é assim, suas letras deixam muito também a cargo da imaginação de cada um, algumas você pode pensar que Martin Gore é um verdadeiro tarado por teennagers, mas também pode ser interpretado por uma homenagem a uma garota ou ex-namorada (algo que que realmente ocorre no álbum Black Celebration), além das mensagens nos clipes que o caso de Master and Servant que independente de sua letra, mostra cenas de dominação política. O que vai além em vários clipes até a fase Songs of Faith and Devotion em Condemnation com belas mulheres de vinte e poucos anos, o que venho a confessar que não tenho nada contra, muito pelo contrário! Rsrs

8 - If You Want - É uma faixa do álbum é composta por Alan Wilder, seus primeiros acordes poderiam ser facilmente usados em algum filme mais sombrio ou de terror ao estilo Sexta-feira 13, depois começam as batidas com aquele estilo industrial ao qual já comentado no começo desse texto.

9 - Blasphemous Rumours - Por último e não menos importante, quem é verddadeiro fã de Depeche sabe do que estou falando, essa música é simplesmente fantástica!

A letra é forte, sem dúvida. Mas o som começa com batidas espetaculares e sons metálicos de objetos, tais como moedas e calota de carro. Conta sobre uma garota de dezesseis anos que se matou e sobre a arbitrariedade de Deus, além de seu senso de humor em um jogo de cara e coroa da vida, não sei se é realmente um fato, mas na internet você pode achar que a letra é baseada em fatos reais de duas garotas que morreram uma após a outra, depois de terem se convertido. Uma se suicidou e a outra morreu em uma acidente de carro. A música mostra o ponto de vista da mãe de uma das duas, porém, e letra dá a entender que elas eram irmãs, sendo que é a mesma mãe lidando com a morte delas, ficando desesperada e furiosa com Deus.

Apesar da censura nos EUA que às vezes não entendo por ser um país que censurou algumas músicas do Depeche Mode que falam de Sexo e Religião, mas é um país recordista em fabricar filmes pornô, hospedar sites de sexo e ter “pregadores religiosos” que criam seitas vendendo pedaços no céu e seus “fiéis” fazerem suicido coletivo, mas enfim...

Às vezes acho que essa música poderia se dar melhor no álbum Black Celebration, independente disto, sem dúvida seu ritmo, seus efeitos e suas batidas, é minha predileta deste álbum Some Great Reward se eu fosse escolher entre a músicas B-Side do Depeche Mode que não são dançantes em uma pista.

Curiosidades:
A música People Are People teve tamanho impacto mundial que foi tema das poucas TV’s da Alemanha Oriental na época das Olimpíadas de 1984, sendo nada mais nada menos que “HIT Número 1” por lá. Foi utilizada e “direcionada” para a Alemanha Ocidental e para os soviéticos.

Master and Servant foi censurada nos EUA onde foi interpretada por temas muito “sexuais”, e que depois foi ao ar e se tornou um grande sucesso.

A música Blasphemous Rumours também foi censurada nos EUA e só depois foi liberada em todas as rádios.

No verso da capa está escrita a frase: “The world we live in and life in general”

Van Depeche Mode