Notorious
OMD - Organisation

 


Contra Capa do CD

Apenas oito meses após o início, Andrew McCluskey e Paul Humphreys vieram com Organisation, o segundo álbum da carreira. A maravilhosa capa do álbum foi criada por Peter Saville com a fotografia de Richard Nutt do coberto pico de Marsco, no Cuillin Colinas vermelhas, com vista para Glen Sligachan na ilha de Skye.


Lado A da Versão Vinil

Com a intenção de demonstrar o grande trabalho do seu segundo lp, o grupo lançou o single "Enola Gay", que obteve cinco milhões de cópias vendidas em todo o mundo e os primeiros lugares na Itália, Espanha e Portugal.

Deste modo, conseguiram através deste single, entregar as chaves para o sucesso. "Enola Gay" revela todas as misturas ao melhor som instrumental que equilibra uma quebra de voz irresistível, com um ritmo dramático. A letra da música conta a história do avião que lançou a bomba atômica sobre a cidade de Hiroshima.

De fato, o Organisation (nomeado após o primeiro projeto do Kraftwerk) é um álbum com tons escuros ao melhor estilo synthpop.
O trabalho se desdobra nos movimentos sombrios de "2nd Thought", as torções ameaçadoras do synth-punk de "The Misunderstanding"e a melancolia de canções como "A Promese".

O álbum é uma obra-prima com uma produção mais profunda e elaborada. Diante de toda essa produção, eles conseguiram o que queriam, pois almejavam demonstrar ao seu público toda a inteligência sonora deste álbum que se resumia em um jogo entre o seu sabor gótico em que a melodia e a melancolia viessem a se tornarem as principais protagonistas. Sendo assim, também conseguiram se manter na sexta posição das paradas inglesas com o intuito de alcançar um sucesso significativo na Europa.


Capa do Single de "Enola Gay"

Faixa á Faixa

FICHA

"OMD - Organisation"
Data de Lançamento:
1980
Número de Faixas: 9
Estilo: Synth Pop
Tempo Aproximado: 39 minutos

Faixa-a-Faixa:

01. Enola Gay 3:25
02. 2nd Thought 4:03
03. VCL XI 3:45
04. Motion And Heart 3:08
05. Statues 4:05
06. The Misunderstanding 4:40
07. The More I See You 4:00
08. Promise 4:38
09. Stanlow 6:16


Design - Peter Saville, Trevor Key
Bateria - Malcolm Holmes
Piano Elétrico, Piano [Acústico] - Paul Humphreys
Engeheiro de Som- Lawrence Diana
Orgão [Electronico] - Andy McCluskey , Paul Humphreys
Percussão [Acústica] - Andy McCluskey , Malcolm Holmes , Paul Humphreys
Piano, Baixo - Andy McCluskey
Produção - Mike Howlett , OMD
Programado por - Vocals,
Percussão - Andy McCluskey , Paul Humphreys
Sintetizadores - Andy McCluskey , Paul Humphreys
Letras - Humphreys/McCluskey, Humphreys


Gravadora: Dindisc

1 - Enola Gay:
Maravilhosa song escrita por Andy McCluskey, com uma dançante introdução de sintetizadores, a letra fala sobre a bomba atômica lançada em Hiroshima.

2 - 2nd Thought:
Música sombria do álbum, com sintetizadores típicos do início dos anos 80, lembrando muito Gary Numan.

3 - VCL XI:
Incrível a percussão eletrônica que segue a música em uma combinação perfeita com o vocal.


Lado B da Versão Vinil

4 - Motion And Heart:
Um ritmo mais experimental é visto nessa song. A música se refere aos sentimentos relacionados ao coração. Motion And Heart pode não ser a melhor song do álbum, mas vale a pena ouvir por sua refinada sonoridade.

5 - Statues:
A melancolia ganha a cena nessa bela canção. Teclados inspiradíssimos acompanhados por um belo vocal suave e ao mesmo tempo triste, demonstra toda a sensibilidade da banda.



6 - The Misunderstanding:

Um synth de tirar o fôlego resume a capacidade do grupo em fazer songs sensacionais. O começo da música é acompanhado por um clima minimalista e ao mesmo tempo dark, ganhando uma belíssima pegada synth.

7 - The More I See You:
Song que reflete bem o espírito do álbum, caracterizando a alta voltagem da banda em relação ao synthpop, definindo assim, o que ainda estaria por vim nos próximos álbuns.

8 - Promise:
Junto com Enola Gay, uma das melhores músicas do álbum. Com uma vibrante harmonia sonora, a música é elevada a belíssimas seqüências de teclados vibrantes que leva qualquer fã ao delírio.

9 - Stanlow:
A faixa de encerramento é uma pura nostalgia melancólica com fascinantes batidas eletrônicas experimentais lembrando muito kraftwerk.


Fernando Krafty