Notorious

Peter Murphy ‎– Love Hysteria

Já que tivemos o show do Peter Murphy no Brasil na semana passada, não poderíamos deixar de aproveitar a oportunidade para homenageá-lo. E para isso nada melhor do que apresentar um pouco de sua carreira solo comentando seu segundo e mais famoso álbum, Love Hysteria.

Lançado em 1988 pela Beggars Banquet (hoje parte da Beggars Group), foi produzido pelo músico e produtor, ex-integrante da banda The Fall, Simon Rogers.

Embora seja o álbum mais conhecido de sua carreira solo, não emplacou nas paradas britânicas. Nos EUA também não obteve grande sucesso, mas trouxe melhores resultados do que o álbum anterior, Should the World Fail to Fall Apart, entrando para o top 200 da Billboard.

FICHA

"Peter Murphy ‎– Love Hysteria"
Data de Lançamento:
1988
Faixas: 10 faixas
Duração: 48 minutos aprox.

Faixa a Faixa:
Lado A
01. All Night Long - 5:38
02. His Circle And Hers Meet -6:01
03. Dragnet Drag -5:47
05. Socrates The Python - 6:47

Lado B
01. Indigo Eyes - 5:54
02. Time Has Got Nothing To Do With It - 5:16
03. Blind Sublime - 3:53
04 My Last Two Weeks -6:30
05. Fun Time - 3:26

Engenheiro – Ian Grimble
Engenheiro Assistente – Danny Pickard, Gareth Cousins
Produtor – Simon Rogers
Baixo – Eddie Branch, Matthew Seligman
Bateria – Terl Bryant
Guitarra – Fuat Güner, Peter Bonas
Teclado – Paul Statham
Piano – Howard Hughes
Vocal e Teclado – Peter Murphy
Escrito por – Bowie, Pop, Statham, Bonas e Peter Murphy

Gravadora: Beggars Banquet ‎

Definitivamente melhor do que seu predecessor, embora ainda seja pop se comparado com os álbuns de Bauhaus, Love Hysteria assume uma atmosfera um pouco mais pesada, de forma bem suave, mas assume.

Na verdade o álbum é mais equilibrado, variando entre o “pop” e algo um pouco mais próximo do gótico. O termo “pop” pode parecer estranho para aqueles que estão mais acostumados com o que realmente se pode chamar de pop do que com o alternativo, mas nessa comparação esse é o termo correto, rs. Essa atmosfera mais leve e menos alternativa agrada com mais facilidade e alguns gostam mais dessa fase do que da fase Bauhaus.

Das 9 faixas do álbum, com certeza as mais conhecidas são “All Night Long” e “Indigo Eyes”. Principalmente a primeira, já que seu clipe foi muito veiculado na MTV. Todas as faixas são excelentes, mas “All Night Long”, “His Circle and Hers Meet”, “Socrates The Phyton” e “Blind Sublime” são minhas preferidas. Acho que essas são bem a cara de Peter Murphy.

A última faixa do LP é uma versão de “Funtime” de Iggy Pop e David Bowie. Muito boa também!
O álbum também foi lançado em CD e conta com duas faixas bônus: “I’ve Got a Miniature Secret Camera” e uma versão diferente, com traços de blues, de “Funtime”. Ambas combinaram bastante com o clima do álbum e essa ultima é realmente muito boa!

Aos que não conhecem ainda a carreira solo de Peter Murphy, vale muito a pena conferir. Particularmente prefiro a fase Bauhaus, mas gosto muito dessa e devo dizer que é bem surpreendente.

Natascha Coelho