Notorious
A Slipt Second - A Split Second

Contra Capa do CD

Bélgica, 1986. Após a separação da banda de synth pop belga Extraballe, Marc Ickx se juntou a Peter Bonne (nome artístico de Chrismar Chayell) para formar um dos grupos mais fascinantes de EBM : A Split Second.

Seguindo uma linha musical com experimentos eletrônicos e industriais, a sonoridade da banda era composta por batidas agressivas e industrializadas, de vocais distorcidos e melancólicos acompanhados por algumas letras sombrias e obscuras, com pitadas de um estilo musical mais underground, algo voltado também para o new beat, seguindo assim uma vertente musical bastante parecida com seus compatriotas e também um dos pioneiros do EBM, o Front 242.


CD

Ainda em 1986, o duo assina um contrato com a gravadora Antler Records e lançam um single com a faixa Flesh. Totalmente eletrônica ,envolvente e com raros ecos de vocais. No ano seguinte, eles lançam mais um single: Rigor Mortis. Dessa vez, com uma sonoridade industrial, originando assim o primeiro álbum da banda: Ballistic Statues.

Em 1988, eles assinaram um contrato com uma outra gravadora, a americana Wax Trax Records onde lançaram o seu segundo álbum, de nome homônimo ao da banda: A Split Second. Com nove faixas, esse disco foi uma grande dádiva para a banda.

O single Rigor Mortis chegou ao topo das paradas de danças alternativas ( Rockpool revistas) e se consagrou no topo durante muitas semanas. “Já a maravilhosa Flesh, fez por onde se tornar um ícone do new beat, quando um Dj passa a tocá-la em uma versão 12” em uma velocidade de 33 r.p.m ao invés de 45 r.p.m.

Desse modo, o som ficou mais lento, com o vocal mais mórbido e sombrio, porém, não menos empolgante, estreando assim o new beat em solo europeu. É o som belga e delirante do A Split Second abrindo portas a outros gêneros musicais além de abrilhantar a sensação EBM daquele momento, que só os belgas sabiam fazer com maestria, evidenciando o som de uma das bandas mais relevantes no que tange a musicalidade industrial dos anos 80.

FICHA

A Split Second - A Split Second
Data de Lançamento:
13/09/1988
Número de Faixas: 9
Estilo: EBM
Tempo Aproximado: 43 minutos

Faixa-a-Faixa:

01. Flesh 3:57
02. On Command 4:45
03. Check It Out 3:38
04. Rigor Mortis 4:55
05. Scandinavian Bellydance 6:25
06. Burn Out 3:42
07. Colonial Discharge 5:37
08. Drinking Sand 5:23
09. Close Combat 4:21

Capa - Chrismar Chayell
Gravadora: Wax Trax! Records

Faixa - a - Faixa

1 - Flesh: Uma das mais sensacionais músicas executadas nesse álbum, flesh teve grande influencia no cenário eletrônico belga, principalmente quando um Dj chamado Marc Grouls tocou essa maravilha na velocidade de 33 r.p.m ao invés de 45 r.p.m apresentando assim o New Beat ao mundo europeu.


Lado A da Versão Vinil

2 - On Command: Clássico ebm dos anos 80, a música segue com uma levada de sintetizadores e uma batida na medida certa.

3- Check It Out: Outra pérola do álbum, nessa faixa é freqüente o uso de vários elementos utilizados como, sintetizadores, batidas e guitarras proporcionando à música um som fascinante.

4 - Rigor Mortis: Música que chegou ao topo das paradas de dança alternativa permanecendo por semanas, sintetizadores criativos e sombrios segue a música numa levada ultra eletrônica para delírio dos fãs do gênero.


Capa do Single Rigo Mortis

5- Scandinavian Bellydance: Com uma melodia repleta de batidas intermináveis onde o ritmo do som industrial com frases obscuras juntamente com pitadas de synth desencadearam em uma canção fascinante, acompanhado de um vocal com ecos contínuos do refrão.

6 – Burn Out: Com uma seqüência maravilhosa de sintetizadores que vai do início ao fim , Burn Out é uma pérola musical à parte, justamente pela forma dançante e empolgante que a melodia adentra aos nossos ouvidos .




Capa do Single Flesh
7- Colonial Discharge: Pesada, agressiva e com uma voz retorcida ao fundo, assim Colonial Discharge nos foi apresentada com seu ritmo sombrio, obscuro e delirante ressaltando a essência de um verdadeiro som ebm/industrial.

8- Drinking Sand: Com guitarras incessantes e com batidas mais leves, incrementadas por sintetizadores e o timbre sombrio do vocal, Drinking Sand é mais uma maravilha que chegou pra completar a grandiosidade desse álbum.

9 – Close Combat: Pra fechar o álbum com chave de ouro, close combat possui uma percussão eletrônica maravilhosa, recheada de batidas sincronizadas, acompanhada por um vocal fabuloso e ao mesmo tempo vicioso como uma força motriz do que tem de melhor na musicalidade eletrônica e industrial.



Fernando Krafty