Notorious

Eurythmics - Sweet Dreams

Contra Capa de Sweet Dreams

Os álbuns, songs e vídeos desta dupla inglesa perfeita, são impagáveis!! A voz “ÚNICA” e incomparável da Annie Lennox. Pra maioria que pensa que a Dupla musical forma um “casal”, realmente casados, estão enganados – Eu também achava isso....

Lado A

Eles começaram a trabalhar juntos nos anos 70 (1978), e começaram um namoro que durou até 1980. Porém a parceria musical continuou por toda a década de 80. Chegaram a gravar inclusive com outro casal famoso do mundo do synthpop, Chris & Cosey (Chris Carter e Cosey Fanni Tutti), os 4 juntos fizeram um synthpop experimental, bem ao melhor estilo do Chris & Cosey, outra banda que vale a pena conferir vários álbuns.

Não podemos deixar de falar que Annie também é uma excelente produtora das músicas. Realmente é uma dupla muito talentosa!

Sweet Dreams foi um divisor de águas na carreira da dupla, após a chegada de Don’t You Want Me do Human League ao topo da parada norte-americana (primeira banda inglesa a fazer isso desde os Beatles), as bandas inglesas voltaram a ter espaço no mundo, todas puxadas pelo sucesso de Don’t You Me. Depois do Human League, vieram Eurythmics, New Order, Tears for Fears, Depeche Mode, e várias outras bandas inglesas que tiveram sua chance após o advento do Human League, que por sinal, já havia influenciado sonoramente todas elas. Para atingir sucesso, bastava um crítico dizer que lembrava o Human League, e pronto, o mercado ficava mais aberto para receber mais um lançamento do país da Rainha.
FICHA

"Eurythmics - Sweet Dreams "
Data de Lançamento:
1983
Faixas: 10 faixas
Duração: 43 minutos aprox.

Faixa a Faixa:
01. Love Is A Stranger 3:43
02. I've Got An Angel 2:45
03. Wrap It Up 3:33
04. I Could Give You (A Mirror) 3:51
05. The Walk 4:40
06. Sweet Dreams (Are Made Of This) 3:36
07. Jennifer 5:06
08. This Is The House 4:56
09. Somebody Told Me 3:29
10. This City Never Sleeps 6:20

Gravadora: RCA


Lado B

Após um primeiro álbum ainda incipiente em 1981, Dave Stewart, o “brain” do Eurythmics, resolveu rechear todas as songs com muitos sintetizadores e um beat dançante, seguindo a fórmula do synthpop mais bem sucedido do mundo.

Vamos falar de algumas das músicas do álbum que tem uma das músicas mais lindas e conhecidas por todos os fãs dos anos 80, “Sweet Dreams (Are Made of This)”, um synthpop dançante que mudou a história da dupla, de mesmo nome do álbum, datado de 1983.



Faixa - a - Faixa:

1) Love is a stranger - para abrir o álbum uma das songs mais apaixonantes da carreira da banda. Sintetizadores de primeira linha sob um vocal duplo com direito a contrapontos maravilhosos, mostrando que a técnica vocal de Annie era realmente única.

2) I've got an Angel – música mais cadenciada, começa o experimentalismo synthpop do álbum, mais uma vez usando contrapontos, os compassos do refrão lembram muito o de Pariah da Danielle Dax.

3) Wrap it up – essa música sintetiza a ligação do Eurythmics com o synthpop experimental de bandas como OMD, Heaven 17, Chris & Cosey, usando alguns timbres até de Industrial, com certeza a mais experimental do disco.

4) I could give you (a mirror) – Bem ao melhor estilo dos anos 80, o álbum é repleto de sintetizadores, nesta música a influência dos teclados do Gary Numan é gritante, acompanhada de uma letra muito inspirada.

5) The Walk – Desta vez a influência é do experimentalismo do Soft Cell, sintetizadores, trompete, aceleração de vocal gerando um clima sensual em busca do ápice, bem ao estilo do primeiro álbum do Soft Cell “Non Stop Erotic Cabaret”. Ao ouvir a song, você diferencia que não é Soft Cell, pelo vocal feminino, porque até no jeito de cantar Annie prolonga as sílabas num tom sensual e ao mesmo tempo pervertido.

6) Sweet dreams (are made of this) – a música que projetou o Eurythmics para o mundo, sintetizadores tocados com maestria por Mr Dave Stewart sobre um beat extremamente dançante acompanhando de um refrão marcante, sem dúvida alguma o maior sucesso da dupla.

7 ) Jennifer – uma aventura do Eurythmics pelo mundo da New Age, sintetizadores viajantes e vocais leves, timbres suaves como se fosse uma ‘lullaby’.

8) This is the house - com uma abertura Kraftwerkiana, a música se desenvolve em um ritmo New Wave na linha do Devo, com pitadas de Les Rita Mitsouko, com a diferença de intervenções sonoras de partes cantadas em espanhol.

9) This City Never Sleeps – uma das mais lentas do álbum, mais uma vez “usa e abusa” da sua capacidade vocal para levar a música. Ao fundo a influência Kraftwerkiana volta a ser percebida, com samples de trens do metrô intercalados a uma sonoridade reflexiva.

Marcos Vicente & Paully