Notorious
Morrissey - Viva Hate

 


Capa do Single de
"Everyday Is Like Sunday"

Contra Capa de "Viva Hate"


Primeiro disco solo de Morrissey lançado em 1988 (menos de 1 ano após o fim dos Smiths) foi na época um dos álbuns mais aguardados produzido por Stephen Street colocou um pé firme na opinião de alguns críticos que achavam que Morrissey não poderia continuar a carreira sem a guitarra de Johnny Marr.

Este álbum também tem a participação do guitarrista do Durutti Column, Vini Reilly, com orquestrações em algumas músicas




FICHA

"Morrisey - Viva Hate"
Data de Lançamento:
1988
Número de Faixas: 13
Estilo: Pop Rock, Gothic

Faixa-a-Faixa:

01. Alsatian Cousin 3:12
02. Little Man, What Now? 1:49
03. Everyday Is Like Sunday 3:36
04. Bengali In Platforms 3:56
05. Angel, Angel, Down We Go Together 1:40
06. Late Night, Maudlin Street 7:41
07. Suedehead 3:55
08. Break Up The Family 3:56
09. Hairdresser On Fire 3:51
10. The Ordinary Boys 3:10
11. I Don't Mind If You Forget Me 3:18
12. Dial-A-Cliché 2:28
13. Margaret On The Guillotine 3:42

Cello - Mark Davies, Rachel Maguire , Robert Woollard
Coordenador - Jo Slee
Bateria - Andrew Paresi
Engenheiro de Som - Steve Williams (6)
Guitarras, Teclados - Vini Reilly
Design - Caryn Gough
Fotografia - Anton Corbijn
Produção, Baixo, Guitarra - Stephen Street
Viola - John Metcalfe
Violino - Fenella Barton , Richard Koster
Vocais, Letras e Capa - Morrissey

Gravadora - Sire Records



Faixa -a - Faixa:

1 - Alsatian Cousin:
E mais ou menos curta, funciona bem como introdução, tem as guitarras e baixo meio limpos mais ou menos como nos tempos dos Smiths

2 - Little Man, What Now?:
Pequena faixa começa meio grudada com a anterior fala da história de um suposto astro-mirim que é barrado num programa de auditório dos anos 70

3 - Everyday Is Like Sunday:
Essa e maravilhosa dispensa muitos comentários, o início é de emocionar até uma pedra como já ouvi falar por aí, no CD Greatest Hits de 2008 vinha depois da inédita desse álbum "That´s How People Grow Up'' escutei muito nas minhas férias do mesmo ano uma dobradinha perfeita.

4 - Bengali In Platforms:
A menos inspirada uma letra difícil falando talvez de uma pessoa que não se identifica em certos lugares.

5 - Angel, Angel, Down We Go Together:
Com orquestrações tem uma letra forte falando sobre suicídio e meio pretensiosa quem será o "Angel" a qual Morrissey se refere?

6 - Late Night, Maudlin Street:
Faixa comprida tem a participação mais significativa de Vini Reilly com mais orquestrações e pianos.


Capa do Single de "Suedehead"

7 - Suedehead:
Hit dos anos 80 e clássico do projeto AUTOBAHN, a letra basicamente fala sobre um relacionamento rápido... o videoclipe dessa música traz várias referências a James Dean, ídolo de Morrissey.

8 - Break Up The Family:
Tem uma bateria eletrônica no início e é aquele caso de letra (fala sobre o conservadorismo inglês) superior à música.

9 - Hairdress on Fire:
Faixa que aparece só na edição americana do álbum o comecinho me lembra um pouco ''Will Never Marry" o restante é mais animado.

10 - The Ordinary Boys :
Mais um caso de letra superior à música mas eu não me importo afinal me chamou atenção antes de escutar o disco, adorei, leiam os versos: 'For you were so different/You stood all alone/And you knew/That it had to be so/Avoiding ordinary boys/Happy going nowhere,just around here/In their rattling cars... And ordinary girls/Never seeing further/Than the cold, small streets/That trap them/But you were so different/You had to say no/When those empty fools/tried to change you,and claim you/For the lair of their ordinary world'... identificação automática


Lado A da versão vinil

11 - I Don't Mind If You Forget Me:
Balanceando e tirando o clima meio pesado de algumas faixas tem uma guitarrinha legal e até uma levada animada mesmo com a letra que fala sobre solidão principalmente com a frase:...'Rejection is one thing/But rejection from a fool is cruel' ('Rejeição é uma coisa/Mas rejeição de um idiota é cruel')

12 - Dial-A-Cliché:
O título significa "Sintonize-um-clichê'' ou "Seja-um-clichê''.

13 - Margaret On The Guillotine:
Uma letra obvia imaginando uma morte para na época Primeira-ministra da Inglaterra Margaret Thatcher e Morissey mais uma vez falando sobre política.

Gostei desse álbum achei melhor que o "The Queen Is Dead''.

CURIOSIDADES:

Eu tinha a tradução de ''Everyday is Like Sunday'' numa revista Placar em 1995 como tinha 13 anos na época não sabia quase nada de música e não gostava da mistura de assuntos numa revista de futebol eu simplesmente peguei e rasguei a pagina, imaginem!

Em 2008 uma publicação norte-americana fez uma lista com os 100 discos mais gays de todos os tempos "Viva Hate'' ficou com a posição 92, nesse disco há 5 faixas que justificam sua inclusão ("Suedehead'' e uma delas)

Edson Juan